Entrevista com a web celebridade Débora Cechetto, a @dcechetto

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Se você é ao menos um pouco conectado no Instagram e Twitter, deve conhecer o usuário @dcechetto. Débora Cechetto, a quem o @ se refere, tem mais de 80 mil seguidores juntando os seus perfis no Instagram e Twitter, é adorada pela maioria ao mesmo tempo em que coleciona uma porrada de haters, trabalha como programadora e tem uma vida que vai muito além do que as fotos – lindas, não tem como negar –que posta revelam.

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Ser uma web celebridade pode não ser tão fácil quanto parece. Implica em mais do que ganhar milhares de elogios a cada postagem, que deve ser a melhor parte, francamente, além dos jabás. Por ser de grande relevância no ambiente das mídias sociais, @dcechetto reúne uma quantidade significativa de haters. Afinal, tudo que tem um lado bom, também tem seu lado ruim. E eles constantemente tentam expô-la de formas nada agradáveis. Além disso, rolam várias perguntas invasivas, sobre sexo e outras intimidades, que surgem tanto de haters quanto de fãs. Também há o compromisso que se assume com seus seguidores de postar novas fotos e tweets com determinada frequência. As pessoas querem sempre novidades e entendem que atender a isso é dever das web celebridades, e não respeitar essa demanda por fotos e tweets frescos vira motivo para reclamações.

Apesar de ter uma conta de Instagram com milhares de seguidores, e alimentá-la com muitas selfies, Débora Cechetto afirma ter uma personalidade extremamente tímida. Para criar o Dcechetto.com.br, blog onde publica respostas às dúvidas de seus fãs sobre quais maquiagens usa ou qual a tintura exata da sua atual cor de cabelo, ela explica que teve que transpor uma grande barreira. “Hoje eu passei aqui pra falar um pouco da minha muralha. Essa que eu tive que botar uma mãozinha pra fora pra criar isso aqui e me comunicar melhor com vocês”, contou em tom de desabafo em uma publicação no blog.

Ainda sem ter $$$ como principal objetivo dos seus perfis virtuais (embora viva recebendo sapatos, roupas e outros brindes de marcas), Débora Cechetto tem muita relevância online e respondeu algumas perguntas exclusivamente para o We Fashion You.

WFY – Como você virou popular na web?
Débora Cechetto: Usando o Instagram para postar as coisas que me deixam bem e que gosto de fazer.

WFY - O que você mais compartilha e quais são as suas fotografias mais curtidas?
DC: Acho que o que eu mais compartilhava eram fotos de comida, mas fiquei doente esses tempos e acabei dando uma diminuída. Então no momento acho que fotos de bichinhos e selfies. As selfies são as mais curtidas.

WFY: Na sua opinião, o que tem nas suas fotos que o pessoal gosta tanto?
DC: Eu acho que o pessoal sempre gostou bastante do meu jeito de tirar as fotos (não só as selfies, que na minha opinião são bem comuns, principalmente hoje em dia, mas as de animais e principalmente comidas. Sempre comentam como ficam com vontade de comer e como parecem gostosas por mais que seja alguma coisa normal.)

WFY: E no caso do Twitter, o que faz os seus posts em 140 caracteres serem tão favoritados e retweetados?
DC: Eu não falo nada de muito diferente no twitter, são sempre coisas que me afetaram na hora de forma positiva ou negativa. É sempre pessoal e falo de uma maneira bem comum (fácil de entender). Apesar de ter meu jeito e colocar sempre meu toque nas coisas. Acho que sempre se identificam de alguma forma.

WFY: Como você imagina a sua fã de Instagram típica? É diferente da que te adora via Twitter?
DC: Eu acho que tenho seguidores de tudo que é tipo. Pode ser que tenha gente que não me suporte no twitter mas goste das minhas fotos e o contrário também. Mas no geral eu não sei como é uma seguidora típica porque eu não falo nem tiro fotos de uma coisa específica. Eu falo desde filmes gore de terror até batons. Tiro fotos desde action figures de terror até de gatinhos fofos…

WFY – Qual é o lado ruim de ser “famoso” no Instagram?
DC: Haters, gente achando que pode invadir o teu espaço e falar e fazer o que quiser só porque tu tens um pouco mais de seguidores. Inventam coisas da tua vida pessoal só porque tu não se expõe como querem.

WFY: Falando em haters… O que você tem a dizer a eles? Pode ser mal-educada, mandar tomar no cu mesmo (risos), aqui não há censura.
DC: “These opinions are poison, I’ve been drinking them all of my life.”

WFY: Brincadeiras à parte, os haters afetam algo na sua vida, na sua auto-estima?
DC: Hoje em dia não. Mas não deixam de ser pessoas mandando energias ruins pra mim. Desejando meu mal de graça. Isso nunca é bom.

WFY: Notamos que você começou a ganhar jabá de marcas e a postá-los nos seus perfis. Depois que isso começou você mudou a sua forma de se comunicar com seguidores e haters?
DC: Olha, não tem o que fazer a respeito dos haters. Eles sempre estarão lá. Tem uns que me perseguem já faz tanto tempo que nem sei. Eu criei o blog pra tentar acabar com a confusão no meu Instagram e evitar brigas nos comentários em todas as fotos. Isso é muito desgastante e muitas vezes eu ficava tempos sumida por falta de paciência. Espero realmente que melhore porque tive que ultrapassar uma barreira enorme pra me abrir pra esse tipo de coisa.

WFY – E como acontecem essas “parcerias” com marcas?
DC: Geralmente entram em contato comigo via e-mail e combinamos tudo por lá.

WFY - Além dos jabás, você ganha dinheiro publicando fotografia no Instagram?
DC: Eu não ganhava no começo e não costumo cobrar da primeira vez, mas como agora criei um blog e meus seguidores estão sempre aumentando, das outras vezes rola um acerto financeiro. Até porque tudo que posto vai pro Twitter também, que tenho mais de 44 mil seguidores.

WFYE tem muita procura de empresas para conseguir parceria de divulgação contigo? Existe algum contrato, limite de tempo, etc?
DC: Há bastante procura sim, mas não faz muito tempo que me abri pra isso. Por enquanto não houve nenhum contrato nem limite de tempo. Agora com o blog talvez apareça.

WFY: Tem muita gente que faz perguntas nos comentários das suas fotos. Várias delas são repetidas inúmeras vezes. Com certeza isso cansa e faz você perder a paciência. Como você lida com isso?
DC: Bom, no começo eu não respondia nenhuma pergunta. Eu tenho um jeito muito fechado e isso dificulta muito as coisas pra mim. Posso soar arrogante pra quem não me conhece. Com o tempo passei a responder uma vez. Chega uma hora em que as pessoas até respondem por mim porque até elas ficam irritadas com as perguntas repetidas e isso acaba gerando brigas nos comentários. Eu lia muito “mas não sou obrigado(a) a ler tudo pra procurar resposta tua”, mas eu também não sou obrigada a responder 300 vezes a mesma coisa, eu pensava. Depois de muito tempo eu resolvi criar o blog. Pra tentar acabar com isso e ir postando as coisas. Achei um bom jeito de lidar.

WFY: O blog com certeza faz com que surjam menos perguntas repetidas, mas isso também tem conexão com o “patrocínio” de marcas?
DC: Não, eu fiz mesmo pra tentar me comunicar melhor e diminuir as brigas nos comentários das fotos.

WFYPor fim, uma pergunta daquelas de sempre (risos). Quais aplicativos você usa para editar suas fotos?
DC: O meu filtro favorito é o Rise do Instagram mesmo, mas quando fica feio uso o Afterlight ou o VSCOcam.
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