Instant Gratification, pra quem ama amar músicas

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Diego Fontoura é formado em jornalismo pela UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina e confessa que tem como hobby fazer blogs aleatórios. Entrei em contato com ele afim de saber um pouco mais da história de como surgiu a ideia de fazer um blog de músicas onde as novidades não são obrigatórias. Tudo isso depois que uma colega de trabalho me apresentou o Instant Gratification, como algo que eu iria gostar e foi isso, AMEI!

Trocamos alguns emails, falei que tinha interesse em fazer um post sobre a satisfação instânea que se tem ao bisbilhotar seu blog. Pedi pra que ele me falasse um pouco mais e tá aqui o resultado disso:

Nas palavas dele “o blog é uma relação a dois, uma brincadeira”, entre ele e sua amiga Bebel, a quem o blog é oferecido. Desde que Diego voltou para Florianópolis, depois de ter morado 6 anos nos Estados Unidos, Bebel cobrava uma compilação de músicas que demorou meses e anos para entrar em execução. A terceira pessoa nesse triângulo de amizade é a Jade,  minha querida e elegantíssima colega de trabalho, que parece ser um pouco “excluída” da brincadeira, uma vez que ele acha que ela não precisa de orientações musicais, por namorar um DJ. Há mais ou menos três meses, Diego fez um experimento: “pedi que a Bebel ouvisse umas 20 músicas que havia selecionado e tecesse comentários monossilábicos sobre cada uma. Percebi de imediato que ela gostava mesmo era das “musiquinhas” de apelo fácil, as que agradam já nos primeiros segundos”. Assim, nasceu a ideia de fazer um blog onde dedicaria alguns minutos de seus dias e postaria uma ou duas faixas por dia, e o nome: Instant Gratification, expressão em inglês para “satisfação imediata”.

Ele faz a seleção de maneira aleatória, sem compromisso a novidades e segue 3 critérios pré-estabelecidos: as músicas tem que, necessariamente, ter vocais; os vocais precisam se manifestar em, no máximo, 20 segundos; a com ausência de elementos étnicos, ele confessa que esse conceito é tão particular e obscuro que até hoje só tem uma vaga idéia do que se trata. Uma vez a Jade me explicou e me pareceu um “conceito” tão singular que é realmente meio obscuro. Tem a ver com batuques, instrumentos de percussão, por isso “étnicos”.

“De um certo modo, é também um exercício matemático, uma tentativa de chegar ao “algoritmo Bebel”, com 100% de eficácia. Com base no feedback que ela me dá, elaboro joguinhos de lógica: “Então se ela gostou mais dessa e daquela, também vai gostar dessa e daquela outra”. (…) a Bebel TEM que gostar de algo, em nome da manutenção de um respeito mútuo. Ainda assim, costumo dizer que o blog é dela, e minha função é fazer a “curadoria”.”

Ótima dica pra quem ama músicas.

Diego, obrigada pela paciência e por aceitar o convite. Parabéns pelo blog.